quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

10 anos de Casamento - Bodas de Estanho

Vivendo nos dias atuais sabemos o quanto é difícil encontrarmos casamentos duradouros. Todas as pessoas estão muito individuais, não existe mais união em busca do comum, os casais divergem. Muitos casais esquecem que após as promessas ao deixarem o altar, saem de mãos dadas e assim deverão seguir sempre, de mãos dadas.

Após esses 10 anos que se completam eu só tenho a agradecer a minha esposa por me aturar e que conservemos o amor para muitas e muitas décadas !!!

Estanho - Não se oxida facilmente com o ar e é resistente a corrosão. 

O texto abaixo achei na internet e seria interessante uma leitura profunda para que assim todos nós possamos entender o verdadeiro significado do casamento e principalmente da família.

O Casamento é, obviamente, uma das tendências mais naturais da natureza humana. Ora, se é assim, parece difícil imaginar que, em circunstâncias normais, seja natural que o casamento fracasse. Se tantos casamentos fracassam hoje em dia, talvez seja porque as circunstâncias que cercam o matrimônio já não são normais. Ao invés de o casamento estar fracassando para o homem, não será o homem que vem fracassando em relação ao casamento??

Não será que o erro, ao invés de residir no casamento, reside no homem moderno, e mais especialmente no modo como ele encara o casamento?? A polarização nas coisas terrenas e a procura egocêntrica do hedonismo satisfazem a sede de felicidade??

O amor no casamento não está destinado a permanecer apenas como amor entre duas pessoas. A vocação natural é expandir-se, incluir cada vez mais elementos. O Amor conjugal está projetado para se tornar amor familiar; está destinado a crescer seja biologicamente ou não, e neste crescimento, incluir e acolher outros seres humanos, que são o fruto deste amor. Mesmo aos casais que não concebem naturalmente (hoje próximo de 30%) a expansão deste amor com agregação é recomendável.

Todo casamento chega a um período crítico, a um ponto de inflexão a partir do qual crescerá rumo a uma realização mais plena e definitiva, ou irá de mal a pior. Este momento pode sobrevir em um tempo muito curto, tão logo se desvaneça o clima romântico e fácil, coisa que ocorre freqüentemente um ou dois anos depois do casamento. Se o casal não enfrentar adequadamente este momento crítico, o casamento poderá ir por água abaixo. O respeito e a compreensão mútua irão diminuindo, e as discussões e brigas se tornarão cada vez mais freqüentes; terá começado um processo gradual de distanciamento que pode terminar, dez ou quinze anos mais tarde, numa total indiferença mútua ou numa ruptura.

Na verdade, em geral, parecemos ter mais facilidades para ver os defeitos dos outros do que para identificar suas virtudes. Isto acontece especialmente quando duas pessoas vivem juntas de um modo tão constante e íntimo como no casamento. E acontece sobretudo quando, nessa vida em comum, preferem ficar a sós. Duas pessoas que se olham continuamente frente-a-frente encontrarão com certeza muito mais defeitos uma na outra.

Quando este tempo de prova chegar, cada um dos cônjuges necessitará, em primeiro lugar, de um motivo de peso que o ajude a ser Leal ao outro, um motivo que seja suficiente para fazê-lo perseverar na tarefa de aprender a amar o outro. Em segundo lugar, cada um necessitará de um motivo poderoso que leva a aperfeiçoar-se pessoalmente, a ser menos egocêntrico e mais amável. Na figura dos filhos, a natureza põe nas mãos esses dois motivos.

Para que o amor não somente sobreviva, mas cresça, cada um dos cônjuges tem de poder descobrir virtudes - virtudes novas ou virtudes amadurecidas - no outro. Para que o amor no casamento cresça, o outro tem que tornar-se cada vez mais amável. E aqui está uma das maiores virtudes do casamento. A pessoa se tornará mais amável para o parceiro e também para o mundo, e progredir, se efetivamente for convertendo em uma pessoa melhor. A generosidade e doação de si mesmo é que torna uma pessoa melhor e mais amável. O sacrifício pelo outro é uma exigência da vida matrimonial. Todo o sacrifício que os filhos exigem dos pais já desde os seus primeiros anos é o principal fator previsto pela natureza para amadurecer, desenvolver e unir os pais. O sacrifício compartilhado é um dos melhores laços de amor.

Vejamos algumas dicas que os protagonistas do Casamento mais longo do mundo (Percy e Florence, de Londres), segundo o Guinness Book , nos deram depois de 80 anos de matrimônio:

-Não esticar uma discussão
-Beijar-se com freqüência
-Dar as mãos para ir para a cama
-Cultivar o prazer de estar na companhia do outro
-Querer sempre a felicidade do outro




Nenhum comentário: